
Pontos Principais
- A cirurgia bariátrica é uma opção eficaz para o tratamento da obesidade em casos criteriosamente selecionados.
- Promove perda de peso significativa e sustentada, além de melhora ou remissão de diversas doenças associadas à obesidade.
- A decisão pela cirurgia deve ser sempre individualizada e orientada por avaliação médica especializada.
- A obesidade é uma condição de saúde complexa, crônica e multifatorial, que exige abordagem personalizada.
- Quando bem indicada e acompanhada, a cirurgia bariátrica pode melhorar de forma relevante a qualidade de vida do paciente.
Introdução
A cirurgia bariátrica e metabólica representa, atualmente, a ferramenta terapêutica mais eficaz no tratamento da obesidade severa e de suas comorbidades associadas. Estudos consistentes demonstram que, quando comparada às abordagens não cirúrgicas isoladas, a cirurgia oferece maior perda de peso sustentada a longo prazo, além de impacto significativo na melhora e, em alguns casos, na remissão de doenças metabólicas, como o diabetes tipo 2.
Mais do que um procedimento voltado exclusivamente à redução de peso, a cirurgia bariátrica integra uma estratégia de cuidado contínuo, que envolve avaliação criteriosa, técnica cirúrgica adequada e acompanhamento multidisciplinar. Neste artigo, serão abordados os principais aspectos da cirurgia bariátrica e metabólica, incluindo sua definição, indicações atuais, técnicas cirúrgicas e benefícios clínicos.
Definição
A cirurgia bariátrica e metabólica compreende um conjunto de procedimentos cirúrgicos indicados para o tratamento da obesidade e de condições metabólicas associadas. Enquanto o termo cirurgia bariátrica refere-se principalmente às técnicas cujo objetivo central é a redução do peso corporal, a cirurgia metabólica enfatiza o controle e a melhora de doenças metabólicas, como o diabetes tipo 2, podendo ser indicada mesmo quando a perda de peso não é o único ou principal objetivo terapêutico.
Ambas as abordagens atuam por mecanismos combinados, que incluem restrição gástrica, alterações hormonais relacionadas à saciedade e, em algumas técnicas, modificação do trânsito intestinal, resultando em efeitos metabólicos relevantes.
Indicações
As indicações para a cirurgia bariátrica e metabólica baseiam-se principalmente na presença de comorbidades associadas à obesidade e no Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado dividindo-se o peso do paciente (em kg) pela altura (em metros) ao quadrado:
IMC = peso (kg) ÷ altura² (m²)
A avaliação do IMC, associada à análise clínica individual, é fundamental para determinar se o paciente se beneficia da abordagem cirúrgica.

- IMC entre 30 e 34,9 kg/m²
- Pacientes nessa faixa de IMC podem ser considerados para cirurgia metabólica em situações específicas, especialmente quando apresentam diabetes tipo 2 de difícil controle ou outras condições metabólicas significativas, como refluxo gastroesofágico grave, apesar do tratamento clínico adequado.
- IMC entre 35 e 39,9 kg/m²
- Indicado para pacientes que apresentam comorbidades associadas à obesidade, como:
- diabetes tipo 2
- hipertensão arterial sistêmica
- apneia obstrutiva do sono
- dislipidemia
- doenças cardiovasculares
- IMC igual ou superior a 40 kg/m²
- Pacientes com obesidade grave (IMC ≥ 40 kg/m²) têm indicação para cirurgia bariátrica independentemente da presença de comorbidades, desde que avaliados e liberados após análise clínica criteriosa.
Cada paciente deve ser avaliado cuidadosamente por um médico especialista para definir se realmente tem a indicação de cirurgia bariátrica a partir de uma anamnese detalhada, um exame físico e os exames necessários para a decisão se o paciente está apto a realizar o procedimento
Importante destacar
A indicação cirúrgica não se baseia apenas no IMC. Outros fatores são determinantes para a tomada de decisão, incluindo:
- histórico de tentativas prévias de tratamento clínico,
- estado de saúde geral,
- avaliação psicológica e nutricional,
- capacidade de adesão ao acompanhamento pós-operatório.
Por isso, a decisão pela cirurgia bariátrica deve ser individualizada e tomada em conjunto entre paciente e equipe médica especializada.
Exames antes da cirurgia
Após a decisão de que o paciente é candidato à cirurgia bariátrica, inicia-se a fase de preparo pré-operatório, etapa fundamental para aumentar a segurança do procedimento e reduzir riscos. Esse processo começa com a solicitação de exames que permitem avaliar o estado geral de saúde do paciente e identificar condições que precisam ser corrigidas ou acompanhadas antes da cirurgia.
Exames laboratoriais (exames de sangue)
Os exames de sangue têm papel central no preparo pré-operatório, pois avaliam o funcionamento de órgãos vitais e identificam possíveis deficiências nutricionais. Entre os principais objetivos desses exames estão:
- Avaliação da função renal, hepática e pancreática
- Avaliação do sistema cardiovascular e da coagulação sanguínea
- Pesquisa de deficiências de vitaminas, minerais e oligoelementos, comuns em pacientes com obesidade
- Identificação de alterações metabólicas que possam interferir no procedimento ou na recuperação
Essas informações são essenciais para corrigir deficiências antes da cirurgia e planejar adequadamente o pós-operatório.
Exames de imagem
Os exames de imagem complementam a avaliação clínica e auxiliam na identificação de condições associadas à obesidade que podem impactar a cirurgia. Entre os mais frequentemente solicitados, destacam-se:
- Radiografia de tórax (raio-X), para avaliação pulmonar
- Ultrassonografia abdominal, para análise do fígado, vesícula biliar e outros órgãos
- Doppler venoso de membros inferiores, utilizado para avaliação do risco trombótico em pacientes selecionados
Outros exames complementares
Além dos exames laboratoriais e de imagem, alguns exames específicos são solicitados de forma rotineira ou conforme o perfil clínico do paciente:
- Endoscopia digestiva alta, para investigação de patologias do esôfago, estômago e duodeno
- Eletrocardiograma, para avaliação do ritmo cardíaco
- Teste ergométrico ou avaliação cardiológica funcional, quando necessário, para análise da capacidade cardiorrespiratória
Definição da técnica cirúrgica
Após a avaliação detalhada da história clínica, exame físico e análise criteriosa de todos os exames pré-operatórios, é possível avançar para a definição da melhor técnica cirúrgica para cada paciente.
Essa decisão é sempre individualizada e deve ser tomada em conjunto com o paciente, considerando fatores como perfil metabólico, comorbidades, expectativas, riscos e benefícios de cada técnica.
Técnicas Cirúrgicas
Existem diversas técnicas cirúrgicas utilizadas no tratamento cirúrgico da obesidade e das doenças metabólicas associadas. A escolha da técnica mais adequada depende do perfil clínico, metabólico e anatômico de cada paciente, podendo haver variações e ajustes técnicos individualizados dentro de cada procedimento.
As principais técnicas empregadas atualmente incluem:
Bypass Gástrico em Y de Roux (BGYR):

O Bypass Gástrico em Y de Roux, frequentemente chamado apenas de bypass, é uma das técnicas mais realizadas no mundo. Nesse procedimento, cria-se um pequeno reservatório gástrico (pouch gástrico), que é conectado diretamente ao intestino delgado, desviando uma parte do trato digestivo proximal.
Com isso, os alimentos ingeridos passam a ter um trânsito intestinal reduzido, o que resulta em:
- Diminuição da capacidade gástrica, limitando a ingestão alimentar
- Redução parcial da absorção de nutrientes, devido ao desvio intestinal
- Importantes alterações hormonais, especialmente o aumento da secreção de hormônios intestinais como o GLP-1, fundamentais para o controle do apetite e da glicemia
Esses mecanismos combinados promovem perda de peso significativa e melhora expressiva das comorbidades metabólicas, especialmente o diabetes tipo 2, além de impacto positivo sobre hipertensão e dislipidemia.
Gastrectomia Vertical (Sleeve):

A Gastrectomia Vertical, também conhecida como Sleeve, consiste na remoção de uma grande porção do estômago, resultando em um órgão com formato tubular, semelhante a uma manga de camisa.
Os principais mecanismos responsáveis pelo emagrecimento nessa técnica são:
- Redução significativa da capacidade gástrica, levando a menor ingestão alimentar
- Ressecção do fundo gástrico, região responsável pela produção da grelina, hormônio relacionado à sensação de fome
- Aumento da liberação de hormônios intestinais, como o GLP-1, contribuindo para maior saciedade e melhora metabólica
Um ponto relevante é que o GLP-1 estimulado pela cirurgia é o mesmo hormônio-alvo de algumas medicações modernas para emagrecimento. No entanto, a cirurgia promove um aumento fisiológico e sustentado da produção hormonal, associado a outros mecanismos anatômicos e funcionais, o que explica seus resultados mais duradouros quando bem indicada.

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- Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva
- Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva
- Especialista em tratamento da Obesidade e Cirurgia barátrica
Bipartição do Trânsito Intestinal (BTI):
A bipartição intestinal é uma técnica moderna de cirurgia metabólica, desenvolvida com o objetivo de obter um forte efeito metabólico, especialmente no controle do diabetes tipo 2, sem os riscos nutricionais associados às cirurgias altamente disabsortivas.
Nesse procedimento, mantém-se o trânsito alimentar fisiológico pelo estômago e duodeno, mas cria-se uma segunda via de passagem dos alimentos diretamente para um segmento mais distal do intestino delgado. Dessa forma, parte do alimento chega precocemente ao intestino distal, estimulando intensamente a liberação de hormônios intestinais.
Os principais mecanismos e benefícios da bipartição intestinal incluem:
- Aumento significativo da produção de hormônios intestinais, como o GLP-1 e o PYY, fundamentais para o controle da glicemia e da saciedade
- Preservação do trânsito duodenal, mantendo a absorção adequada de ferro, cálcio e vitamina B12
- Menor risco de deficiências nutricionais quando comparada a técnicas com desvio intestinal extenso
- Importante melhora do diabetes tipo 2, muitas vezes com redução significativa ou suspensão de medicações
- Possibilidade de associação com a gastrectomia vertical (Sleeve), potencializando os efeitos metabólicos
A bipartição intestinal é indicada principalmente para pacientes com obesidade associada a diabetes tipo 2 ou síndrome metabólica, que necessitam de maior efeito metabólico, mas sem os riscos de uma cirurgia extremamente disabsortiva.
Como toda técnica cirúrgica, sua indicação deve ser criteriosa e individualizada, considerando o perfil metabólico, os hábitos alimentares e a capacidade de seguimento pós-operatório do paciente.

Considerações importantes
Não existe uma “melhor técnica” universal. A técnica ideal é aquela que oferece o melhor equilíbrio entre eficácia, segurança e adesão ao acompanhamento, considerando as características individuais de cada paciente.
A definição do procedimento deve ser realizada de forma personalizada, após avaliação criteriosa e discussão conjunta entre paciente e equipe médica.
Acompanhamento após a cirurgia e como evitar o reganho de peso
Após a cirurgia bariátrica, o paciente passa por um acompanhamento cuidadoso, contínuo e estruturado, que é um dos principais responsáveis pelo sucesso do tratamento a longo prazo. A cirurgia é uma ferramenta poderosa, mas os resultados sustentáveis dependem diretamente do seguimento pós-operatório adequado.
Importância do acompanhamento no pós-operatório
Especialmente durante o primeiro ano após a cirurgia, o paciente deve ser avaliado regularmente em consultas médicas, período em que ocorre a maior parte da perda de peso e das adaptações metabólicas. Nessas consultas, são acompanhados:
- evolução da perda de peso
- estado nutricional e possíveis deficiências
- recuperação gastrointestinal
- melhora ou controle das comorbidades associadas à obesidade
Esse seguimento deve ser realizado por uma equipe especializada em pacientes bariátricos, garantindo segurança e otimização dos resultados.
Reganho de peso: por que pode acontecer?
Estudos mostram que uma parcela dos pacientes pode apresentar reganho de peso após a cirurgia bariátrica. Esse fenômeno ocorre, na maioria das vezes, em pacientes que:
- abandonam o acompanhamento médico regular
- não mantêm o seguimento nutricional e psicológico
- retomam hábitos alimentares inadequados ao longo do tempo
O reganho não significa falha da cirurgia, mas sim perda de adesão ao acompanhamento, reforçando a importância do vínculo contínuo com a equipe responsável.
Mesmo anos após o procedimento, o acompanhamento com o cirurgião e a equipe deve ser mantido, tanto para monitorar a saúde gastrointestinal quanto para prevenir o reganho de peso e outras complicações tardias.
Acompanhamento com a equipe multidisciplinar
A presença de uma equipe multidisciplinar é fundamental no cuidado do paciente bariátrico. Essa equipe geralmente é composta por:
- cirurgião especializado em cirurgia bariátrica
- nutricionista com experiência em pacientes bariátricos
- psicólogo ou psiquiatra, quando necessário
“O apoio contínuo da equipe multidisciplinar ajuda o paciente a superar os desafios do pós-operatório e a manter os resultados alcançados com a cirurgia.”
Dr. Augusto Araújo – Cirurgião Bariátrico
Consultas regulares e ajustes individualizados
As consultas de acompanhamento são essenciais para:
- monitorar o progresso clínico e metabólico do paciente
- ajustar a dieta conforme a fase do pós-operatório
- orientar a prática de atividade física de forma segura
- oferecer suporte emocional diante das mudanças corporais e de estilo de vida
O cuidado pós-operatório é dinâmico e individualizado, com ajustes no plano terapêutico sempre que necessário, respeitando as particularidades de cada paciente.
Você sabia que após um emagrecimento pode-se desenvolver pedra na vesícula? Leia mais: https://draugustoaraujo.com.br/pedra-na-vesicula/
Cirurgia robótica
A cirurgia bariátrica robótica representa uma evolução da cirurgia minimamente invasiva, utilizando plataformas robóticas para auxiliar o cirurgião durante o procedimento. Nessa abordagem, o robô não atua de forma autônoma: todos os movimentos são comandados integralmente pelo cirurgião, que controla os instrumentos a partir de um console.
O uso da tecnologia robótica permite uma execução cirúrgica ainda mais precisa, especialmente em procedimentos que envolvem reconstruções delicadas, como o bypass gástrico e técnicas metabólicas mais complexas.
Quais são as vantagens da cirurgia bariátrica robótica?
Entre os principais benefícios potenciais da cirurgia bariátrica assistida por robô, destacam-se:
- Maior precisão dos movimentos, com redução de tremores
- Visão tridimensional ampliada, que melhora a identificação das estruturas anatômicas
- Melhor ergonomia para o cirurgião, favorecendo performance técnica em cirurgias mais longas
- Maior facilidade em suturas e reconstruções complexas, comuns na cirurgia bariátrica
Essas características podem contribuir para maior segurança técnica do procedimento em pacientes selecionados.
A cirurgia bariátrica robótica é melhor do que a laparoscópica?
A cirurgia bariátrica robótica não substitui a cirurgia laparoscópica tradicional, mas funciona como uma ferramenta complementar. Ambas são minimamente invasivas e apresentam excelentes resultados quando realizadas por cirurgiões experientes.
A escolha entre abordagem laparoscópica ou robótica depende de diversos fatores, como:
- características anatômicas do paciente
- tipo de procedimento indicado
- complexidade da cirurgia
- experiência da equipe cirúrgica
- disponibilidade da tecnologia
Em muitos casos, os resultados clínicos finais são semelhantes, sendo a experiência do cirurgião e o acompanhamento pós-operatório os fatores mais determinantes para o sucesso.
Quando a cirurgia bariátrica robótica pode ser considerada?
A abordagem robótica pode ser particularmente considerada em:
- pacientes com obesidade mais avançada
- cirurgias bariátricas revisonais
- procedimentos com reconstruções mais complexas
- situações em que a precisão técnica é especialmente relevante
A indicação deve ser sempre individualizada, após avaliação detalhada e discussão clara com o paciente sobre benefícios, limitações e custos envolvidos.
Quando a cirurgia bariátrica passa a ser a melhor opção
A cirurgia bariátrica passa a ser considerada a melhor opção quando a obesidade deixa de ser apenas uma questão estética e passa a representar um risco significativo à saúde e à qualidade de vida, mesmo após tentativas adequadas de tratamento clínico.
De modo geral, a indicação cirúrgica deve ser avaliada quando:
- o paciente apresenta obesidade associada a comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono, esteatose hepática ou doenças cardiovasculares
- houve falha de tratamentos clínicos bem conduzidos, incluindo mudanças alimentares, atividade física, acompanhamento médico e, quando indicado, uso de medicamentos
- a obesidade interfere de forma relevante na capacidade funcional, mobilidade, vida social e bem-estar emocional
- existe risco de progressão das doenças associadas à obesidade, com piora do controle metabólico ao longo do tempo
Mais do que o peso isoladamente, deve-se considerar o impacto global da obesidade sobre a saúde. Em muitos casos, adiar a cirurgia pode significar exposição prolongada a riscos metabólicos e cardiovasculares, enquanto a intervenção cirúrgica, quando bem indicada, oferece benefícios sustentáveis.
A decisão pela cirurgia bariátrica não deve ser encarada como último recurso extremo, mas sim como uma estratégia terapêutica eficaz, indicada no momento certo, após avaliação criteriosa e discussão clara entre paciente e equipe médica especializada.
Conclusão
A cirurgia bariátrica e metabólica representa um avanço significativo no tratamento da obesidade e das condições metabólicas associadas. Atualmente, dispõe de diferentes técnicas cirúrgicas, realizadas por abordagem minimamente invasiva, que permitem resultados eficazes quando bem indicadas e acompanhadas.
A escolha do procedimento mais adequado deve ser sempre individualizada, considerando as características clínicas, metabólicas e anatômicas de cada paciente, bem como a presença de comorbidades. Quando corretamente indicada, a cirurgia bariátrica não promove apenas perda de peso significativa, mas também proporciona melhora expressiva da saúde metabólica, da qualidade de vida e da funcionalidade.
Em muitos casos, a cirurgia bariátrica possibilita ao paciente retomar suas atividades do dia a dia com mais disposição, segurança e autonomia, refletindo também em ganhos importantes de bem-estar e autoestima. Como parte de um tratamento contínuo, seu sucesso depende da indicação adequada, da técnica correta e do acompanhamento médico de longo prazo.
Perguntas Frequentes (FAQ):
O que é cirurgia bariátrica e como ela ajuda no emagrecimento?
A cirurgia bariátrica é um conjunto de procedimentos que reduzem a capacidade do estômago e/ou modificam o trânsito intestinal, promovendo menor ingestão alimentar e importantes alterações hormonais. Esses mecanismos levam à perda de peso sustentada e à melhora de diversas doenças associadas à obesidade.
Quais são os critérios médicos para realizar uma cirurgia bariátrica?
A indicação é baseada principalmente no Índice de Massa Corporal (IMC) e na presença de comorbidades. De forma geral, a cirurgia pode ser indicada para:
- IMC ≥ 40 kg/m², com ou sem comorbidades
- IMC ≥ 35 kg/m², associado a doenças como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono
- Em casos selecionados, IMC entre 30 e 34,9 kg/m², especialmente na cirurgia metabólica
A decisão sempre envolve avaliação médica completa e acompanhamento multidisciplinar.
Quais são os tipos mais comuns de cirurgia bariátrica?
As técnicas mais realizadas atualmente são:
- Bypass gástrico em Y de Roux
- Gastrectomia vertical (Sleeve)
- Bipartição intestinal, em casos selecionados com foco metabólico
A escolha da técnica depende do perfil clínico, metabólico e anatômico de cada paciente.
Qual cirurgia bariátrica emagrece mais?
Não existe uma resposta única. Técnicas diferentes apresentam potenciais distintos de perda de peso e controle metabólico, e a melhor opção é aquela indicada para o perfil do paciente. A decisão deve considerar comorbidades, histórico clínico e capacidade de acompanhamento.
Quais são os riscos e complicações da cirurgia bariátrica?
Como qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia bariátrica envolve riscos, que incluem complicações precoces (como sangramento ou infecção) e tardias (como deficiências nutricionais).
Com técnicas minimamente invasivas, avanço tecnológico e seguimento adequado, esses riscos são progressivamente reduzidos quando a cirurgia é bem indicada e realizada por equipe experiente.
A cirurgia bariátrica dói muito?
Por ser realizada por técnica minimamente invasiva, a cirurgia bariátrica costuma causar menos dor e recuperação mais rápida quando comparada a cirurgias abertas. O controle da dor é feito com medicações adequadas no pós-operatório.
Quanto tempo demora para emagrecer após a cirurgia bariátrica?
A maior perda de peso ocorre geralmente no primeiro ano após a cirurgia, especialmente nos primeiros seis meses. O ritmo de emagrecimento varia conforme a técnica utilizada, o metabolismo individual e a adesão ao acompanhamento pós-operatório.
É possível recuperar o peso após a cirurgia bariátrica?
Sim. O reganho de peso pode ocorrer, principalmente em pacientes que abandonam o acompanhamento médico, nutricional e psicológico. A cirurgia é uma ferramenta eficaz, mas os resultados dependem da manutenção dos novos hábitos e do seguimento de longo prazo.
A cirurgia bariátrica melhora doenças associadas à obesidade?
Sim. Além da perda de peso, a cirurgia bariátrica pode promover melhora ou remissão de condições como diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, problemas articulares, doenças respiratórias e esteatose hepática, além de impacto positivo na qualidade de vida.
A cirurgia bariátrica robótica é melhor que a laparoscópica?
A cirurgia robótica é uma ferramenta complementar à laparoscopia, oferecendo maior precisão em casos selecionados. Os resultados dependem principalmente da experiência do cirurgião, da técnica escolhida e do acompanhamento pós-operatório.
Qual é o papel da equipe multidisciplinar após a cirurgia?
A equipe multidisciplinar é fundamental para o sucesso da cirurgia bariátrica. Ela oferece:
- acompanhamento nutricional
- suporte psicológico
- monitoramento médico contínuo
Esse cuidado integrado ajuda a prevenir complicações, deficiências nutricionais e reganho de peso.
Quanto custa uma cirurgia bariátrica no Brasil? O convênio cobre?
Os valores variam conforme a técnica, o hospital e a cobertura do plano de saúde. Alguns convênios cobrem parte ou a totalidade do procedimento, conforme critérios específicos. A melhor forma de obter essa informação é por meio de uma consulta de avaliação individualizada.
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Leia também: Psicanálise, Cirurgia Bariátrica e Obesidade. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582020000100008
. Eu nome é Catia Soares de Souza Amorim, meu peso 89 kilos com 1.59 de altura, em 2021 tive covid19 e fiquei 18 dias na UTI, não fui entubada mas meus pulmões não são os mesmos, fiquei com nódulos e sequelas, após isto tive pedra na vesícula e fiz uma colecistectomia por vídeo, não consigo mais tomar remédios para emagrecer, dietas, injeções, tenho apneia do sono, durmo sentada.
Gostaria muito de saber o valor de uma bariatrica, se é indicado, tenho hérnias no umbigo e sinto dores, caminho com cinta e sinto dores, surgiram verrugas em meus pés e um dos médicos que fui disse que pode ser um começo de diabetes tipo 2, por favor me respondam, é indicado?
Ainda me recupero da retirada da vesícula, mas não mexeram na hérnia dói mais ao lado do umbigo esquerdo.
Em 2007 fiz uma abdominoplastia e amedica tentou colocar tela nestas hérnias porém acho que de tanto pegar peso voltaram.
Me ajudem.
Oi Katia, manda uma msg no meu consultório e vamos marcar uma avaliação